Festejar por ser,
Pois parecer é pouco,
Ser livre é infinito,
Parecer é definir o indescritível.
É merecido poder ser,
Deveria ser o mais belo poder,
De quem sabe domar todo o querer.
Triste é quem não é,
Só parece em todos os sentidos,
Culpa de quem?
De quem não é ou de quem define o parecer?
Questões difíceis de se responder,
Mas não é isso,
Ou ao menos deixe toda essa complexidade,
Para agradecer,
Comemorar pela liberdade na sua medida,
Pela vida quando tem o poder de ser.
Por traz de cada pessoa existe um ser sensível, uma alma que se reinventa após o amanhecer. Somos todos feitos de amor e temos uma história a contar.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2017
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017
Via sem volta
Subi,
Num rumo com destino determinado,
Balançando como uma batedeira na tomada,
Já era normal.
Respiro tentando buscar o ar mais fresco,
A ideia mais pura,
Porém inconscientemente me liguei a algo
Que nunca havia ligado antes,
Meu coração era motor,
E as rodas corriam chacoalhando meu cérebro como nunca.
Era impossível tentar romper esse ligamento,
Conjunto recorrente à distração,
Em máquina havia me transformado sem volta,
Desespero era inútil,
Aceitar imprescindível,
Não era só eu,
Eram todos,
Todos eram só um.
Ninguém reparou ou algo assim,
Normal se julgou e ninguém ouviu,
Respirar ou sacolejar?
Diferença não existia,
Melhor ficar assim,
Peça da mesma função,
Independente do que havia dentro de mim.
Num rumo com destino determinado,
Balançando como uma batedeira na tomada,
Já era normal.
Respiro tentando buscar o ar mais fresco,
A ideia mais pura,
Porém inconscientemente me liguei a algo
Que nunca havia ligado antes,
Meu coração era motor,
E as rodas corriam chacoalhando meu cérebro como nunca.
Era impossível tentar romper esse ligamento,
Conjunto recorrente à distração,
Em máquina havia me transformado sem volta,
Desespero era inútil,
Aceitar imprescindível,
Não era só eu,
Eram todos,
Todos eram só um.
Ninguém reparou ou algo assim,
Normal se julgou e ninguém ouviu,
Respirar ou sacolejar?
Diferença não existia,
Melhor ficar assim,
Peça da mesma função,
Independente do que havia dentro de mim.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2017
A vida emociona
Alma sensível com a vida,
Com humanos.
São até comoventes aqueles filmes,
Aquela música então...
Mas a vida?
O real, a emoção, o inédito?
Esses sim fazem meu coração bater forte.
Quando a arte extravasa do coração dos humanos,
Gritando tudo que não pode ser dito,
Posso não chorar,
Mas minha alma aplaude.
Quando alguém abraça forte,
Até quando os olhos dizem muito,
Difícil aguentar.
Quando o tempo e a minha capacidade me surpreendem,
Não sou capaz de acreditar,
Caio em mim.
Sou assim,
Amante da verdade,
Me emociono com a realidade,
Na alma de cada um.
Escrito em 02/01/2017
Com humanos.
São até comoventes aqueles filmes,
Aquela música então...
Mas a vida?
O real, a emoção, o inédito?
Esses sim fazem meu coração bater forte.
Quando a arte extravasa do coração dos humanos,
Gritando tudo que não pode ser dito,
Posso não chorar,
Mas minha alma aplaude.
Quando alguém abraça forte,
Até quando os olhos dizem muito,
Difícil aguentar.
Quando o tempo e a minha capacidade me surpreendem,
Não sou capaz de acreditar,
Caio em mim.
Sou assim,
Amante da verdade,
Me emociono com a realidade,
Na alma de cada um.
Escrito em 02/01/2017
segunda-feira, 30 de janeiro de 2017
A c o r d e
O que me incomoda,
Entala, atravessa a garganta,
Por não saber ajudar,
É que somos todos reféns de um mesmo sistema.
Vivemos para trabalhar,
Trabalhamos para viver,
"Sustentados" por taxas incapazes de comprar o mínimo de felicidade.
Estudo?
Se transforma em todo aquele sacrifício,
Que só faz quem pode,
Para um dia TER mais.
Ter o que?
Contas recheadas de grana para pagar nossa velhice?
Se é que chegaremos lá:
Com tantos assassinatos,
Epidemias,
Guerras,
Acidentes,
Ataques do coração que não suportaram nossa corrida pelo dinheiro.
Isso tudo é um lado dessa realidade,
A maioria das pessoas não sabem o que vieram fazer no mundo.
Não é a questão mais fácil de ser respondida,
Mas quem disse que o melhor não seria difícil?
Sua marca no mundo,
O sentido e motivo de acordar todos os dias,
Se perde...
É difícil enxergar a realidade,
Ver que tanta gente precisa de motivação,
E não poder ajudar,
Mas não é minha culpa,
Nem deles,
É de todo um sistema que passa a escravizar,
Um por um.
Se fosse fácil não teríamos a chance de lutar,
A mudança é de dentro para fora,
Sinta o que te move,
Cative o bem,
Só não deixe essa chama apagar,
Senão será só mais alguém,
Mais uma mente seca,
Que não pôde germinar.
Entala, atravessa a garganta,
Por não saber ajudar,
É que somos todos reféns de um mesmo sistema.
Vivemos para trabalhar,
Trabalhamos para viver,
"Sustentados" por taxas incapazes de comprar o mínimo de felicidade.
Estudo?
Se transforma em todo aquele sacrifício,
Que só faz quem pode,
Para um dia TER mais.
Ter o que?
Contas recheadas de grana para pagar nossa velhice?
Se é que chegaremos lá:
Com tantos assassinatos,
Epidemias,
Guerras,
Acidentes,
Ataques do coração que não suportaram nossa corrida pelo dinheiro.
Isso tudo é um lado dessa realidade,
A maioria das pessoas não sabem o que vieram fazer no mundo.
Não é a questão mais fácil de ser respondida,
Mas quem disse que o melhor não seria difícil?
Sua marca no mundo,
O sentido e motivo de acordar todos os dias,
Se perde...
É difícil enxergar a realidade,
Ver que tanta gente precisa de motivação,
E não poder ajudar,
Mas não é minha culpa,
Nem deles,
É de todo um sistema que passa a escravizar,
Um por um.
Se fosse fácil não teríamos a chance de lutar,
A mudança é de dentro para fora,
Sinta o que te move,
Cative o bem,
Só não deixe essa chama apagar,
Senão será só mais alguém,
Mais uma mente seca,
Que não pôde germinar.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2017
Relato de uma sombra da cidade
Andava, com passos largos em direção à vida, independente do quanto o sol iluminasse seu rosto, era mais um domingo de agosto.
Era tudo inédito, as lojas, as árvores, as pessoas. Os olhares eram os de sempre: profundos e perigosos, que era melhor evitá-los por precaução.
Podia ser recomendado, desviar dos olhares como fazem nas grandes cidades, mas ela era teimosa, gostava do desconhecido, atrevia se julgasse necessário, ou por pura curiosidade.
Na verdade não passavam de impulsos, ações involuntárias de sua alma. Até que parou, estática, nem a sombra dos prédios conseguiram apagar o olhar daquela garotinha que chamava com os olhos, espelhos daquela alma tão rica e corpo tão pobre.
Infelizmente era comum, essa gente que julgavam indigente, espalhadas pelas cidades. Mas ela não era assim, e naquele dia desprovida da ignorância humana, sentiu, o que ela estava sentindo, e seu coração sorriu, porque ela queria doar o que a menina precisava, mas não tinha tanto o que dar naquele momento.
Desejou muita luz, e tudo mais que fosse necessário a sua família, mas nada disse, se virou e seguiu em, frente, mas não pôde evitar, lágrimas sorrateiras fugiram de seus olhos sem que percebesse. Foi aí que sentiu toda a dor do mundo, concluindo que era muito pesado carregar esse peso sozinha.
~Escrito em novembro de 2016
Era tudo inédito, as lojas, as árvores, as pessoas. Os olhares eram os de sempre: profundos e perigosos, que era melhor evitá-los por precaução.
Podia ser recomendado, desviar dos olhares como fazem nas grandes cidades, mas ela era teimosa, gostava do desconhecido, atrevia se julgasse necessário, ou por pura curiosidade.
Na verdade não passavam de impulsos, ações involuntárias de sua alma. Até que parou, estática, nem a sombra dos prédios conseguiram apagar o olhar daquela garotinha que chamava com os olhos, espelhos daquela alma tão rica e corpo tão pobre.
Infelizmente era comum, essa gente que julgavam indigente, espalhadas pelas cidades. Mas ela não era assim, e naquele dia desprovida da ignorância humana, sentiu, o que ela estava sentindo, e seu coração sorriu, porque ela queria doar o que a menina precisava, mas não tinha tanto o que dar naquele momento.
Desejou muita luz, e tudo mais que fosse necessário a sua família, mas nada disse, se virou e seguiu em, frente, mas não pôde evitar, lágrimas sorrateiras fugiram de seus olhos sem que percebesse. Foi aí que sentiu toda a dor do mundo, concluindo que era muito pesado carregar esse peso sozinha.
~Escrito em novembro de 2016
terça-feira, 24 de janeiro de 2017
Ânsia de escrever
Incrível como escrever se torna essencial,
Uma necessidade,
Seguro refúgio de quem atua sobre as palavras,
Derrama seus sentimentos,
Jorra em folhas todo o peso que incomoda,
Como se pudesse ficar mais leve,
Redigir seria então uma terapia,
Uma arte,
Ou o amigo passivo de todas as horas.
Posso fugir ou tentar esquecer,
Mas é incontrolável,
Dias sem contar a minha história,
A alguém inanimado,
Papéis quase que rasurados,
Os quais posso nunca mais ler,
Ou até julgá-los inúteis.
Mas há de existir um sentido,
Uma resposta,
É provável que seja um eterno questionamento,
Procurando senso ou direção,
De um coração artista,
Uma vida em busca de ação.
~ Escrito em 20/01/2017
~ Escrito em 20/01/2017
Assinar:
Postagens (Atom)